domingo, 13 de janeiro de 2013

Janela enfastiada



A janela espia o sol, inexorável,

E prefere restar à sombra

Do mundo.

 
O beija-flor se aproxima cauto,

Não há doçura na manhã

Silenciada.

 
Apenas o ardor inóspito

E o vaivém de pernas e suor

Dos fortes.

 
A janela saúda a lua, nublada,

E se ressente da chuva pesada

Da vida.

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