segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Nosso tempo...


Mais um ano que se afasta. Deveres cumpridos. Promessas engavetadas. À meia-noite, positividade, desejos e oferendas para o futuro.

Mas o hoje é todo o tempo que temos. O ontem são águas a iludir moinhos. O amanhã, quimeras lançadas ao vento...

Ainda assim, enclausurar-se no agora me parece tão grave quanto se deixar deter nos tempos idos e vindouros.

Porque somos feitos inevitavelmente de possibilidades, sonhos e histórias. Tempo que ganhamos, perdemos, matamos, transcendemos.

E nos (des)equilibramos em suas engrenagens e tiquetaqueamos no seu ritmo e nos (des)medimos por sua lógica.

Porque, incorrigivelmente humanos, vivemos, tememos, ansiamos e saudamos cada passagem de nossa transitória eternidade.

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