sábado, 8 de dezembro de 2012

Ao poeta, as curvas


Falecido na última quarta-feira, Oscar Niemeyer, ícone da arquitetura brasileira, deixa como legado a ousadia de imprimir no áspero concreto a sinuosidade de sua imaginação.
A magnitude criativa de uma cidade, a delicadeza de uma flor ofertada à Paris, a revolução de uma escultura exibindo em vermelho-sangue a América Latina... A cada obra, enfim, a beleza surpreendente de quem não se deixou aprisionar pelo senso comum.
Engana-se, no entanto, quem pensa que o arquiteto curvava a inflexibilidade das retas, eram elas que se curvavam à sua genialidade.
Em uma de suas entrevistas ao jornal O Globo, afirmou Niemeyer: “Eu queria uma arquitetura que não fosse, não lembrasse, uma arquitetura feita com régua e esquadro. Uma arquitetura assim com mais fantasia. Cada um faz o que quer e assim que eu faço a minha”.
Tenho para mim que é esse o principal fator a distinguir os gênios das pessoas comuns: a busca indócil pelo impensado sem se importar com as imposições que costumam embarreirar os demais.
E Niemeyer foi, sem dúvida, um desses espíritos audaciosos, sendo capaz de romper com o óbvio e converter em poesia a sobriedade urbana.

2 comentários:

  1. Oii adorei o blog e já estou seguindo !
    Visite meu blog tbm !
    http://loucurasdeparis.blogspot.com.br/
    E siga se vc gostar !!

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    1. Obrigada pela visita!
      Vou passar no seu blog. Bjs.

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