domingo, 2 de setembro de 2012

Andarilho


 

Sob o nublado céu, vai um ser sem destino,
verdade indolor não almeja mais.
Perdeu-se no momento em que abriu os olhos
e já não pode fechá-los por medo da escuridão.

Sob a chuva que cai, o homem não corre,
a dor o abriga da vida.
E os raios não podem atingi-lo
enquanto sua mente estiver lá.

Sob o sol que se põe, algo o espera:
o desconhecido a romper com o medo.
A alma, num rompante alada, alça voo
 
tão alto que se confunde com as estrelas...
E os dois seguem lado a lado
porque não há mais amanhã.

2 comentários:

  1. autoria própria?
    adorei.

    http://divadatiaeni.webnode.com/

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    1. É de minha autoria sim, N.(eni).
      Fico feliz que tenha gostado!

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