sábado, 28 de julho de 2012

A maldade de cada dia


Esta semana, no Skate Park, em Madureira, zona oeste do Rio, um guarda municipal derrubou um adolescente no momento em que ele fazia manobras na pista. O agente da lei justificou a agressão, alegando que o jovem poderia machucar alguém ao saltar, ou seja, antes que o menino ferisse um espectador em um lugar reservado às manobras, ele tratou de freá-lo pondo o pé na frente.
Na era Big Brother, o gesto foi obviamente filmado e chocou a população, porque não é algo que se espere de quem deveria nos proteger. O garoto sofreu ferimentos leves, mas nem sempre as pequenas maldades cotidianas terminam bem. Lembro-me do caso de um garoto que morreu de tétano depois que um colega colocou (por brincadeira!?!) uma bombinha no capuz de seu casaco...

Às vezes, penso que as pessoas têm síndrome de Tom e Jerry, achando que a vítima vai sair ilesa após ser atingida na cabeça por pianos, bigornas e afins. Ou simplesmente não ligam se o outro se ferir só para lhes render boas risadas (ou um gostinho de dever cumprido, no caso do guarda).
Enfim, seja por inconsequência ou má índole alheia, estamos sempre sujeitos à maldade de cada dia.

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