sábado, 2 de junho de 2012

O sono dos esquecidos


Sonhos sujos e rotos adormecidos nas calçadas, na madrugada de um dia qualquer. Ignorados solenemente pela gente que passa, aprisionada pela rotina. Não é permitido desviar o olhar da meta artificialmente traçada. Não por que se corra o risco de se desintegrar, mas de se perceber que já não se é mais inteiro.

Há tempos que já não o somos, que nos perdemos de nós no labirinto humano. Quanta coisa ficou para trás para que pudéssemos seguir em frente?

Realmente seguimos em frente ou apenas cirandamos na mesmice cotidiana?

Meia-volta, volta e meia, embalados pelo relógio, absoluto...

Mas o ritmo é impossível para os sonhos, feitos de nuvem e desejo. Desengonçados, deixam a roda em desencanto e se abandonam às margens do caminho para dormir para sempre o sono dos esquecidos.

4 comentários:

  1. Nossa! Você estava inspirada, hein!! Parabéns!!

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    1. Ah! Você não é uma aprendiz de escritora, você é uma escritora de mão cheia. Um grande abraço!!

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  2. Inspirador! belas palavras em poucos versos.
    Muito bom mesmo.


    http://errosxacertos.blogspot.com.br/

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