sábado, 21 de abril de 2012

Inspiração


Tento escrever. As ideias fogem desabaladas. A branquidão virtual à minha frente ri provocadora. Sabe que os dedos apenas passeiam sobre as letras sem destino e sem vontade.

Nem a janela modernosa do mundo nem as antigas e caprichosas musas sopram na minha direção o vento inspirador. Nem mesmo a natureza, a poesia (ou os fofoqueiros de plantão) foram capazes de lançar luz à falta de assunto e dissipar a inércia criadora.

O que fazer então? Seguir a vida e deixar o tempo arrastar-se, até que tratados de paz com as musas sejam selados ou definitivamente rompidos? “Viver não é necessário, o que é necessário é criar”, garante Fernando Pessoa.

Criem-se, portanto, acontecimentos desvairados, estilos transgressores, perspectivas singulares.

Fiat lux, verbum, vita!

Crie-se, enfim, uma razão para escrever.

Um comentário:

  1. As vezes fico nesse estado d efalta de inspiração, e quase morro sufocada com isso!!
    Amei!
    http://oicarolina.wordpress.com/

    ResponderExcluir