sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

À espera de heróis


O acidente do navio Costa Concordia teve como graves consequências perdas humanas e o risco de um desastre ambiental, em razão de vazamento de combustível no Mar Mediterrâneo. Mas o que mais chamou a atenção nessa tragédia foi o comportamento do capitão Francesco Schettino.
Um dos primeiros a abandonar o navio, quando deveria ser o último, ignorou todas as ordens de voltar a bordo para ajudar os passageiros e preferiu coordenar o resgate a distância, na segurança de um bote salva-vidas. Ele não foi o herói que esperávamos.
Mas confiando na natureza humana, imaginamos que entre os milhares de passageiros e tripulantes tenha havido quem se preocupasse com o outro, indicando a saída, distribuindo coletes ou palavras tranquilizadoras em meio ao caos.
Confiando na natureza humana, imaginamos que, diariamente, as adversidades sejam superadas com o auxílio daqueles que, sem superpoderes ou uniformes mirabolantes, disponham-se a deixar sua zona de conforto e se arriscar por alguém.
Imaginamos e ficamos à espera de heróis que salvem o dia e a nossa fé nos homens.

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